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SMART-SEN é anunciado em evento na AES Brasil

Projeto de P&D sobre análise da intermitência de fontes renováveis foi apresentando durante workshop na sede da empresa

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Consciente de que para crescer é preciso inovar, a AES Brasil será a primeira companhia brasileira a realizar um projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para criação de um novo modelo matemático, o SMART-SEN, que tem o intuito de minimizar os riscos causados pela intermitência de fontes renováveis, como eólica e solar, e melhorar cada vez mais a qualidade no abastecimento.

Em workshop realizado na sede da empresa em Barueri, na última sexta-feira, 26/02, Ítalo Freitas, Vice-presidente de Novos Negócios de Geração da AES no Brasil, e representantes das principais instituições envolvidas nesta ação, esclareceram que este projeto está sendo desenvolvido pela Universidade de Princeton e será incorporado ao SMART-SEN da AES Brasil. “O objetivo será identificar as incertezas das fontes de energia, entender a cronologia de decisões do ONS (Operados Nacional do Sistema), incorporar o grid de transmissão e modelar corretamente o despacho”, esclarece o executivo. “O planejamento energético ficará mais preciso e problemas como blecaute, por exemplo, terão menor chance de acontecer”, declara Ítalo.

Durante workshop, Dr. Warren Powell, pesquisador da Universidade de Princeton, esclareceu que “para termos um projeto eficiente, precisamos ter uma conversa para entender o timming e como são tomadas as decisões, identificar as fontes de incertezas e o que é relevante para a empresa. A chave está em capturar a variação dos ventos, em múltiplos períodos e escalas. Isso permite que se faça previsão de reservas, investimentos e como será o cálculo da distribuição de energia”.

Paulo Barbosa, coordenador do projeto, declarou que o SMART-SEN é um sistema inovador, já que ele ampliará o conhecimento existe no Brasil a respeito da intermitência das fontes renováveis. Ao longo de três anos, também serão estudados aspectos regulatórios e produção eólica brasileira. “Subsidiaremos questões de planejamento, como onde fazer esforços regionais”, esclarece.

Ao término do evento, Julian Nebreda, que assumirá a presidência da AES no Brasil em abril, esclareceu que acredita em uma rápida mudança da arquitetura do sistema energético. “As tecnologias estão ficando mais baratas para se adequarem às necessidades do consumidor”, disse. O executivo acrescentou que as baterias, utilizadas para armazenamento, também são tendência. “Essa é uma aposta que não acontecerá agora, mas, sim, pelos próximos cinco anos”.

A AES já investe em sistemas inteligentes capazes de identificar remotamente eventuais ocorrências no fornecimento de energia, isolar o defeito e até restabelecer o sistema à distância.

A previsão de entrega do projeto é daqui a 3 anos. "Temos muito trabalho pela frente", conclui Ítalo Freitas.

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