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A Piracanjuba voltou!

Programa de Manejo Pesqueiro da AES Tietê contribui para retirar a espécie da lista de animais aquáticos em extinção

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Ela tem a carne macia, é parecida com o salmão, chega a pesar oito quilos e possui alto valor comercial. Estamos falando do peixe Piracanjuba, da espécie Brycon Orbignyanus. Há 30 anos entrou para a lista de animais aquáticos ameaçados de extinção. Porém, aos poucos tem retornado aos rios Tietê, Pardo e Grande e seus afluentes, no Estado de São Paulo. 

A boa notícia tem um motivo: o Programa de Manejo Pesqueiro da AES Tietê. Essa iniciativa ambiental tem o objetivo de fazer a manutenção reprodutiva, genética e ambiental de seis espécies nativas de peixes, além do monitoramento e manejo da qualidade de água em nossos reservatórios. Com isso, contribuímos para preservar a biodiversidade aquática das regiões onde atuamos e para o equilíbrio do nosso ecossistema. 

Como funciona?

Os exemplares machos e fêmeas de Piracanjuba são colocados em um tanque circular com correnteza forçada, simulando a piracema, período em que os peixes nadam contra a correnteza nos rios para se reproduzirem. "Eles necessitam desse ambiente para que aconteça a desova e a fecundação", diz Silvio Santos, biólogo da AES Tietê e responsável pelo programa. 

Os ovos fecundados são colocados em pequenos tanques circulares, chamados de incubadoras, até que as larvas se desenvolvam. Na sequência, os exemplares são transportados para tanques externos maiores, para que cresçam e se desenvolvam. Quando atingem de 12 a 15 cm, momento em que já conseguem se defender de predadores, são soltos nos rios Tietê, Pardo, Grande e seus afluentes. Nos tanques das pisciculturas de Promissão (SP) e Barra Bonita (SP), as matrizes de Piracanjuba são mantidas e alimentadas, o que garante boas condições para a reprodução.

Na usina hidrelétrica de Promissão (SP) mantemos também reprodutores das espécies Pacu-guaçu, Dourado, Piapara, Tabarana e Curimbatá. O Pacu-guaçu (Piaractus Mesopotamicus) é outro peixe que já esteve na lista de animais ameaçados e foi incluído no nosso programa de reprodução e repovoamento. 

Benefícios ao meio ambiente e às comunidades locais

A soltura de alevinos traz vantagens à pesca profissional e amadora, contribuindo para melhorar as condições das populações ribeirinhas, preservar as espécies e manter os estoques pesqueiros. “Os resultados desse trabalho abrem perspectivas para que surjam novas criações de Piracanjuba. O objetivo é que, no futuro, a espécie também possa ser pescada diretamente na natureza. Atualmente, só é possível pescá-lo em pesque-pagues, lagos ou tanques particulares”, afirma Silvio. 

Recentemente, encomendamos um estudo de pesquisa e desenvolvimento (P&D - ANEEL) à Universidade Estadual de Maringá (UEM) e à Universidade Estadual de Londrina (UEL), no qual foram comprovados a eficácia e o pioneirismo do Programa de Manejo Pesqueiro da AES Tietê. Clique aqui e confira mais resultados sobre esse estudo e os impactos positivos para o nosso meio ambiente. 

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